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Dilucca - O RAP e o "Acesso da Periferia à Universidade".

Atualizado: 22 de abr. de 2020

O Rapper Diluca foi convidado a ser objeto de pesquisa em trabalho acadêmico sobre filme etnográfico. Neste filme, o artista é entrevistado sobre o papel do rap na sociedade, o acesso de moradores da favela à universidade e sua visão de mundo como sobrevivente na cidade babilônica do Rio de Janeiro.

A produção do vídeo foi feita por Rodrigo Ferrera, mestrando em Composição pela Uni-Rio, na busca de entender como pensa o jovem morador de uma favela carioca, onde passa rotineiramente por situações de conflito coma polícia e balata de recursos e sobre até que ponto estudar em uma universidade é uma realidade para ele e os seus.


Eu sou favela, eu sou poeta. Criado no bairro onde cresceu Machado de Assis. Xangô, por favor me empreste o machado. Eu quero assassinar os racistas que o meu povo tem matado.

Fime Etnográfico - O Acesso da periferia à universidades


O entrevistado segue dizendo que, durante muito tempo o rap foi visto como “música de vagabundo e traficante”. Podemos citar o grupo de grande referência ao rap, NWA– Niggas wit atitude –, formado em 1986 por Eazy E, Ice Cube e Dr. Dre, em Compton, California. Taxado pela mídia como gangsta rap, a trajetória do grupo pode ser acompanhada no documentário Straight outta Compton. #rap #gueto


A favela é muito mais segura que o asfalto ....

Apontando para o morro da Mangueira, que serviu como pano de fundo para as imagens, o rapper lamenta o fato de que “a favela, o gueto, as drogas e armas” foram tudo o que restou para os moradores da periferia: “Infelizmente, foi o que deixaram para a gente. (...) Quando a escravidão foi abolida, eles largaram os ‘preto’ como se fosse bicho e o que restou para a gente foi a favela. Igual Mano Brown fala: Deus fez o amor, as árvores e o homem deu tudo de ruim pra gente, o homem conseguiu estragar tudo”..


Consciência Rap

Rap é também consciência – induz o pensamento das pessoas, que por vezes, não enxergam o que está acontecendo diante de seus olhos. É uma forma artística de ser a voz de quem mora nos guetos, traduzindo em forma de canção seus pensamentos e o seu cotidiano. O rap é a maior arma da periferia, que segue resistindo. #dilucca #periferia

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